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Crianças estão passando por uma fase de decadência intelectual, revela estudo


Kyung Kim. Foto: Multimedia.uga.edu
Kyung Kim. Foto: Multimedia.uga.edu

Por Juan Piva*

Escritor afirma que histórias podem, porém, aumentar a criatividade. Método de ensino comprova a viabilidade.

Pesquisa recente conduzida por Kyung Kim, professora de Educação na Universidade William and Mary, revela que as crianças de hoje vêm passando por uma fase crítica de decadência intelectual. “Ela se baseou em um método que mediu 12 indicadores de desempenho criativo, e sua avaliação acendeu o sinal de alerta para nosso atual sistema de ensino, que penaliza o erro, ao invés de promover o protagonismo dos estudantes”, informa a educadora Ana Lúcia Maestrello.

“As crianças têm se tornado menos expressivas emocionalmente, menos enérgicas, falantes e verbalmente expressivas, menos bem-humoradas, menos imaginativas, menos inconvencionais, menos animadas e apaixonadas, menos perceptivas, menos sintéticas, menos aptas para fazer conexões de coisas aparentemente irrelevantes e menos propensas a ver as coisas de forma diferente”, aponta o estudo.

Mas como contornar essa situação? Segundo o escritor Eduardo Ruano, uma boa forma seria por meio da ficção: “as crianças adoram histórias, sejam reais ou não. Talvez, a maneira mais eficiente de gerar nas crianças o tesão e entusiasmo para aprender seja através de narrativas instrutivas e cativantes”.

Ana ministrando oficina. Foto: Divulgação

Ana ministrando oficina. Foto: Divulgação

“A transmissão de mensagens e ensinamentos, por meio de personagens e acontecimentos marcantes, acaba estimulando a imaginação e o ânimo das crianças. Assim, elas poderão voltar da escola não só com lições de casa para fazer, mas também com boas histórias para contar sobre aquilo que aprenderam. Com certeza, elas se tornarão mais felizes e motivadas sabendo que nem tudo se baseia em leitura, escrita ou matemática. As crianças vão querer colocar sua imaginação para trabalhar, sendo criativas”, complementa Ruano.

A Maestrello Consultoria Linguística concorda planamente com o escritor, tanto é que utiliza-se da Literatura para promover a criatividade. “Nosso método envolve o contexto ficcional, estimulando o aluno a refletir sobre os próprios sentimentos e a verbalizar sobre eles a partir das histórias que estuda, além de exercitar a empatia, através de atividades realizadas durante a leitura de uma obra literária. Este trabalho foi apresentado para educadores da nossa região, em 2015, e, depois, premiado nacionalmente”, diz Ana. (#Envolverde)

Juan Piva é graduado em Jornalismo, com especialização em Educação Ambiental e Políticas Públicas pela Esalq-USP. Iniciou sua trajetória na Comunicação Socioambiental há sete anos, como estagiário da Oscip Barco Escola da Natureza; já como assessor de imprensa dessa organização, passou a apresentar programas de tevê e rádio, com a intenção de democratizar a informação ambiental. Hoje é colaborador da Maestrello Consultoria Linguística, onde dissemina o conhecimento para atender o interesse público, divulgando projetos educulturais e socioambientais. É coautor do livro-reportagem “Voluntariado ambiental: peça importante no quebra-cabeça da sustentabilidade”, promotor do Curso de Empreendedorismo Socioambiental, membro da Câmara Técnica de Educação Ambiental dos Comitês PCJ, jornalista responsável pelo Jornal +Notícias Ambientais e associado-fundador da Associação Mandacaru – Educação para Sustentabilidade.

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