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Festival em São Sebastião mostra sustentabilidade na prática

A proposta de sustentabilidade aplicada no cotidiano comunitário se tornou realidade no Litoral Norte paulista. A entidade Supereco deu mostrar significativa disto em meados de agosto passado, com o 3º Festival Tecendo as Águas, no bairro de São Francisco. O sucesso do evento é tamanho que já se espera a sua inclusão no calendário oficial do municipio.

Com a proposta de ser um evento temático anual, o Festival Tecendo as Águas deu um brilho diferenciado ao bairro caiçara São Francisco, em São Sebastião, e o Centro Cultural Batuíra, atraindo 977 pessoas de todas as idades. O Festival faz parte do Roteiro turístico “Caminho das Águas”, uma iniciativa do Projeto Tecendo as Águas, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, do Instituto Supereco e da Prefeitura de São Sebastião, em parceria com o Instituto Educa Brasil e uma rede de parceiros, no litoral norte de São Paulo.

Ao lado das casas coloniais da antiga vila de pescadores e com sua arquitetura muito bem preservada pela comunidade local, a festa se estendeu por mais de seis horas na rua Martins Du Val, principal rua do bairro São Francisco e tornou-se palco de lideranças comunitárias e moradores da região. Artistas da comunidade protagonizaram as atrações culturais de dança, música, teatro, contação de história, gastronomia e culinária caiçara.

A criatividade veio dos artesãos que participam do curso de Ecoempreendedorismo (que acontece quinzenalmente) na sede do Projeto Tecendo as Águas, em São Sebastião, e puderam expor seus trabalhos de artesanato. Eles comemoraram a experiência, como relata a artesã Rosana Esmeralda Costato: “Tenho aprendido muito com as aulas de ecoempreendedorismo do Projeto Tecendo as Águas e o Festival foi maravilhoso. Eu diria que foi um passo a mais, pois trabalho há muito tempo com artesanato, mas expor no evento contribuiu para que as pessoas me conhecessem e prestigiassem meu trabalho como artesã”.

Arranjos produtivos comunitários deram o tom da sustentabilidade ao festival, com a ideia do consumo consciente em recipientes de barro e menos poluição marinha pelos descartáveis. A representante da gastronomia, Carla Rosane Yanefski confirma este sucesso para o seu negócio e a região: “Foi fantástico e deu uma movimentada incrível na região do São Francisco. Para mim, especialmente, foi muito além do que esperava, simplesmente maravilhoso. Não sobrou uma única cumbuca de barro, das que encomendei do Ateliê São Francisco (artesã Cida Paneleira), para servir a lasanha de camarão. Estou empolgada, e certamente estarei ainda mais preparada para em 2019”, finalizou.

A abertura do evento contou com a participação de representantes do Instituto Supereco, Prefeitura de São Sebastião, Petrobras, Fundação Educacional e Cultural de São Sebastião Deodato Santana, Prefeitura de Caraguatatuba e OBME (Organização Brasileira das Mulheres Empresárias).

Para Lázaro Augusto Guimarães Andrade Brandão, Gerente Setorial de Integração Regional e Relacionamento Comunitário (SP e Sul) da Petrobras, a patrocinadora do Projeto orgulha-se de estar no litoral norte, e estar aqui junto com o projeto Tecendo as Águas. “É um privilégio para mim e para minha equipe conviver e trabalhar com pessoas que querem transformar o meio em que vivem. O que vejo aqui é uma iniciativa voluntária da empresa, que apoia o Tecendo as Águas porque vê aqui o potencial de reunir gerações diferentes. Existem ações desenvolvidas pelo Supereco que transformam o meio social, a vida de pessoas, ajudam a preservar os recursos hídricos e articular a economia local”, explicou Lázaro.

Andrée de Ridder Vieira, presidente do Instituto Supereco e coordenadora geral do Projeto Tecendo as Águas, agradeceu à comunidade, protagonista da festa, composta por artesãos, comerciantes, representantes da gastronomia, turismo, pesca e meio ambiente, além dos parceiros diretamente envolvidos e à Petrobras. “O Tecendo trabalha com uma visão regional, mostrando para as pessoas, principalmente, que água não é só meio ambiente. É também cultura, saberes, tradição, emoção, espiritualidade, reconexão com o sagrado e com a vida. É muito mais do que a gente abrir a torneira e ter água para beber e é isso que a gente vêm construindo com as pessoas. O bairro são Francisco tem um potencial de turismo incrível e nossa vontade de fazer é muito grande, tornar o Festival algo regional e fixá-lo na agenda anual das prefeituras para alertar sobre a importância da água e o convívio em harmonia com o meio ambiente”, finalizou.

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