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Para arquiteta brasileira pesquisa a renaturalização de rios urbanos

Com capacidade esgotada – 300 inscritos – e uma atmosfera convidativa para o fluxo de novas percepções, o TEDx promovido em 2 de dezembro de 2017 na cidade de Freiburg (Alemanha) trouxe palestras sobre as fronteiras entre a biologia e a tecnologia, sobre como a vida pode ser parecida com um improviso de jazz, e como as ideias realmente boas podem não soar como uma boa ideia.

Um dos pontos altos da programação, no entanto, mostrou aos presentes um pouco de Blumenau. A arquiteta catarinense Carolina Nunes e sua palestra “A natureza fluida da modernidade: como um rio” mostraram como as concepções de espaço público estão se entrelaçando com a preservação, e como a interação das cidades com a natureza está influindo positivamente na qualidade de vida das pessoas e na sustentabilidade.

Os rios são o objeto de pesquisa de Carolina, em especial a renaturalização deles. A Alemanha tem sido a vanguarda nesse processo, ao apostar na transformação de seus cursos d’água, retirando o concreto de suas calhas e mesmo desenterrando ribeirões e córregos que estavam cobertos ou correndo por tubulações.

O resultado é que, despoluídos, os rios voltaram a ser local de convívio e lazer, criando novas opções para os alemães e maior integração das cidades com a água, os parques e áreas verdes.

A Alemanha também já apostou nas margens de concreto para domar os seus rios, tendência que teve grande impulso no século dezenove. No Brasil, essa ideia ainda é defendida e adotada.

“A importância do rio foi esquecida. Já que os rios não estavam mais na mente das pessoas, ninguém se importava com eles. A qualidade da água e a condição da natureza não eram mais uma preocupação. Desenvolver uma cidade demandava energia, e mais terras para abrir ruas ou construir edifícios. Assim, os rios começaram a ser retificados, concretados e enterrados”, destacou Carolina.

A arquiteta vê a cidade do futuro de maneira otimista, apropriada por seus cidadãos. O uso das margens de rio como parques lineares terão influência positiva na saúde e condicionamento físico, e na mobilidade verde, baseada em bicicletas e outros meios de locomoção não poluente. Uma vez descobertos pelas lajes de concreto, rios e ribeirões vão melhorar a biodiversidade e o microclima das comunidades. A renaturalização dos cursos d’água também tornará as novas gerações mais conscientes da importância da conservação ambiental.

“Até a modernidade é fluida como um rio. O mundo não é mais fixo, então por que as margens dos rios precisariam ser?”, complementou a palestrante. (#Envolverde)

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