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Arqueólogos descobrem esqueletos de massacre ocorrido no século 5

Vilarejo na Suécia foi alvo de saqueadores há 1.500 anos, mas pesquisadores ainda não encontraram vestígios dos ladrões

Esqueleto de um adolescente com os pés sobre o abdômen de outra vítima do massacre sueco. (Foto: (Alfsdotter et al./Antiquity))

Pesquisadores suecos encontraram os restos de 26 vítimas de um massacre ocorrido por volta do ano 450, na aldeia de Sandby borg, na costa da ilha Öland, Suécia. Por enquanto, apenas 7% do local foi escavado, o que indica que mais esqueletos possam ser encontrados até o final do estudo.

Os arqueólogos acreditam que o crime tenha sido cometido por saqueadores que assaltaram o vilarejo e abateram seus habitantes, deixando os corpos exatamente onde caiam.

Há 1.500 anos, o local que hoje se parece mais com uma colina verde rodeada por rochas foi uma fortaleza circular litorânea. Nela, havia cerca de 50 casas que podiam abrigar até 250 pessoas.

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Por enquanto, os arqueólogos escavaram apenas três lares. Em um deles, nove conjuntos de ossos humanos foram encontrados. Alguns esqueletos estão posicionados com a face voltada para cima, o que pode indicar que foram mortos repentinamente ou estavam inconscientes no momento em que foram assassinados. Outros restos também sugerem traumas com contusão e incluíam, ao menos, duas crianças.

Outro par de esqueletos parcialmente carbonizados indicam que um incêndio tenha ocorrido (acidental ou propositalmente). Também foram encontradas ossadas de gado e cachorros, que podem ter sido mortos durante o saqueamento ou por fome.

Vestígios dos saqueadores, no entanto, ainda não foram descobertos, ao passo que os arqueólogos encontraram moedas de ouro e adornos espalhados pelo local. Por isso, os cientistas acreditam que os ladrões tenham tomado as armas da aldeia, que provavelmente não conseguiu revidar o ataque.

“Danos parecidos com injúrias comuns em batalhas, como fraturas de movimentos defensivos ou trauma facial, ambos tipicamente produzidos quando você encara o oponente, não foram identificados até agora”, afirmam os pesquisadores em artigo publicado na Antiquity.

(Com informações de Science Alert)

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