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Cientistas desvendam mistério matemático em tábua da Babilônia

Grupo da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, descobriram que objeto era possivelmente uma tábua trigonométrica, usada por ancestrais para calcular como construir palácios, templos e canais.

Tábua Plimpton 322 tem 3.700 anos de idade (Foto: UNSW/Andrew Kelly)

Tábua Plimpton 322 tem 3.700 anos de idade (Foto: UNSW/Andrew Kelly)

Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, descobriram que um objeto de argila de 3.700 anos é, na verdade, uma tábua trigonométrica, a mais antiga escritura matemática para calcular como construir palácios, templos e canais.

A nova pesquisa publicada nesta quarta-feira (24) mostra que os babilônios foram mais rápidos que os gregos para a invenção da trigonometria (estudo dos triângulos). Eles teriam chegado mil anos mais cedo, de acordo com os cientistas, o que revela uma antiga sofisticação matemática escondida até agora.

Conhecida como Plimptom 322, a pequena tábua foi descoberta no início do século XX no sul do Iraque pelo arqueólogo Edgar Banks -- ele inspirou o personagem do cinema Indiana Jones. A relíquia tem quatro colunas e 15 linhas de números.

"Plimpton 322 confundiu os matemáticos durante mais de 70 anos, já que contém um padrão especial de números chamados de triplos pitagóricos", disse Daniel Mansfield, do Curso de Matemática e Estatística da Faculdade de Ciências da Universidade de Nova Gales do Sul.

"O grande mistério, até agora, era o seu propósito -- por que os escritores antigos realizavam a tarefa complexa de gerar e classificar os números na tabela", completou.

Uma tabela trigonométrica permite descobrir o tamanho dos lados de um triângulo retângulo (com um ângulo de 90º) por meio de cálculos e regras. O astrônomo grego Hiparco, que viveu cerca de 120 a.C., é considerado o pai desta área.

"A Plimptom 233 existiu antes de Hiparco em mais de mil anos", disse Norman Wildberger, professor associado a Mansfield. "Isso abre novas possibilidades não apenas para a pesquisa matemática moderna, mas também para a educação matemática".

Cientista Daniel Mansfield com tábua Plimpton 322 (Foto: UNSW/Andrew Kelly)

Cientista Daniel Mansfield com tábua Plimpton 322 (Foto: UNSW/Andrew Kelly)

 

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