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Furacões estão mais frequentes e destruidores este ano?

Numa infeliz coincidência, a mesma região afetada pelo Irma se tornou rota do furacão Maria e, agora, do Nate. Os ventos de até 260 km/h do Maria destelharam casas na ilha de Dominica - até o primeiro-ministro do país teve que ser resgatado da residência oficial.

Em sua passagem na quinta e sexta-feira por Costa Rica, Nicarágua e Honduras, o Nate provocou inundações, deslizamentos e danificou casas.

Além dos mais de 20 mortos, pelo menos 20 pessoas estão desaparecidas. Na Costa Rica, 400 mil pessoas ficaram sem água corrente e milhares estão em abrigos.

Cerca de 5 mil pessoas estão dormindo em abrigos temporários, na Cosa Rica.
Cerca de 5 mil pessoas estão dormindo em abrigos temporários, na Cosa Rica.
Foto: BBCBrasil.com

Altas temperaturas

O meteorologista Bob Henson, do Weather Underground, serviço norte-americano de previsão meteorológica, diz que as altas temperaturas do oceano alcançadas este ano podem ter contribuído para a força das tempestades.

"Já alcançamos, antes de terminar o ano, mais tempestades que a média do ano inteiro", disse.

Segundo Henson, por causa das mudanças climáticas, a intensidade dos furacões aumentou nas últimas três décadas. O ano de 2005 foi o que mais registrou furacões - 15 no total, entre os quais o Katrina, que matou ao menos 1,8 mil pessoas nos Estados Unidos.

"Podemos estar tendo furacões mais fortes associados ao fenômeno do aquecimento global. A temperatura da água afeta a intensidade da tempestade, embora não haja evidência de que influencie na quantidade", avaliou.

A opinião de que o aquecimento global tem papel relevante na intensidade dos furacões é compartilhada pelo pesquisador Shuai Wang, que prevê tempestades cada vez mais fortes se nada for feito para reverter o aumento da temperatura dos oceanos.

"O furacão é como um motor que precisa de combustível. A lógica é que, com a mudança climática, o oceano fica mais quente e gera mais energia para o ciclone, que acaba causando mais estragos quando alcança o continente", explicou.

"Os pesquisadores divergem sobre o efeito a longo prazo do aquecimento global. Eu acho que, se a temperatura continuar aumentando, teremos ciclones mais intensos", completou Wang.

Lógica parecida serve para desastres causados por excesso de chuvas, as chamadas monções. Para Bob Henson, a intensidade pode ter aumentado por causa do aquecimento solar.

"Temperaturas mais altas favorecem a evaporação das águas. O ambiente úmido da atmosfera permite chuvas mais fortes."

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